Sustentabilidade

Energia solar e a matriz elétrica brasileira: onde a geração distribuída entra

O Brasil já tem uma matriz elétrica majoritariamente renovável. Ainda assim, a energia solar distribuída tem um papel importante para diversificar essa matriz.

Publicado em · atualizado em · 1 min de leitura

Energia solar e a matriz elétrica brasileira: onde a geração distribuída entra

Resumo rápido

  • A matriz elétrica brasileira já é majoritariamente renovável, com forte presença da geração hidrelétrica.
  • Em anos de seca, o sistema depende mais de usinas térmicas para complementar a geração de energia.
  • A energia solar distribuída ajuda a diversificar a matriz e reduzir essa dependência das térmicas.

Uma matriz elétrica diferente da maioria dos países

Diferente de países onde a eletricidade vem majoritariamente de carvão ou gás, o Brasil tem uma matriz elétrica historicamente dominada pela geração hidrelétrica, com participação relevante de eólica, biomassa e, mais recentemente, solar. Isso coloca o país entre as matrizes elétricas mais limpas do mundo.

O papel das usinas térmicas

Mesmo com essa vantagem, o sistema elétrico brasileiro recorre a usinas térmicas, movidas a gás, óleo ou carvão, quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, normalmente em períodos de seca. Essas usinas custam mais caro para operar e emitem mais carbono que as fontes renováveis do sistema.

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Fazenda solar parceira da Orbis Energia, vista aérea
Fazendas solares ajudam a diversificar a matriz elétrica e reduzir a dependência de térmicas em anos secos

Onde a energia solar distribuída se encaixa

Cada fazenda solar conectada à rede reduz a necessidade de acionar térmicas nos momentos de maior demanda ou menor geração hidrelétrica. Ela também aproxima a geração de energia do local de consumo, o que reduz perdas na transmissão. A Orbis já construiu 58 usinas solares desde 2018, entre próprias e desenvolvidas para terceiros, somando mais de 200 MW de capacidade.

O que isso muda na prática para você

Assinar energia solar não substitui sozinho a necessidade de térmicas em anos de seca severa, mas cada assinante representa uma fração a mais de geração limpa e local conectada à rede, uma forma concreta de apoiar a transição energética sem depender de grandes investimentos.

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Perguntas frequentes

A energia solar já é suficiente para substituir as térmicas no Brasil?

Ainda não. As térmicas seguem como reserva de segurança do sistema, mas quanto mais geração solar e eólica distribuída existir, menor tende a ser essa dependência.

Assinar energia solar realmente reduz emissão de carbono?

Na média sim, já que reduz a necessidade de acionar usinas térmicas, mas o impacto exato varia conforme as condições do sistema elétrico em cada período.

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